Deixei que acorrentassem meus pés, que destruíssem minha ideologia, fantasias e alegrias. Jogado num canto escuro do mundo, como quem não tem prumo. Como um bicho preso e maltratado por dias sem nenhuma covardia. Agora tentam arrancar meu sexo com provérbios. Querem tirar meu sangue, sem chance! Querem arrancar meus pelos e cabelos. Em dias de fúria me tacam pedras e cantam serestas. Deformam meu rosto com fogo. Arrancam meus olhos por ódio. Querem comer meu cérebro, esses canibais com vida fodida. Arrancaram de mim, meu coração, tem ele nas mãos, sangrando, pulsando.
Eu resisto e insisto! Não vou deixar que me adestrem! Sou bicho humano sem sono. Sou do mundo e vou até o fundo. Essa minha carcaça já não sente dor nem fome, a tua fúria me transformou em homem. Fiz de cada gota de sangue derramada a minha escada. Eles me devem até a alma!

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