quarta-feira, 27 de maio de 2015 0 comentários

Tropeço

É engraçado o que um tombo pode fazer... No começo de uma caminhada, por uma estrada de terra e muitas árvores o que se observa são os sons, o verde, o céu azul cintilante, depois de um tempo já caminhando o que se observa, mudou, mas nem percebi, agora o que passa em minha mente são tipos de soluções para aquele problema que enfrentei de manhã, ou para aquele outro problema que ocorreu semana passada.


O tropeço... Minha primeira reação e entender o que está acontecendo, já entendi:

Distraído com meus problemas já não enxergo a beleza que cada passo pode me proporcionar, os problemas tem que ser resolvidos sim, mas por que não outra hora, já que a tarde de caminhada com os pássaros de fundo está tão agradável? 


Caí... Como na morte, no tropeço é igual, passa um daqueles filminhos na cabeça só que esse é um Curta. Jogado na estrada e toda aquela beleza a minha volta, o canto dos pássaros mais me parece gargalhada da minha tolice de não querer olhar para o que importa, aí eu rio... Eu mar... Eu oceano, e os problemas? Ah deixem eles pra lá!
sexta-feira, 22 de maio de 2015 2 comentários

Sapato velho

Fiz de você um sapato velho, te joguei no canto mais escuro do meu quarto, só para te usar em dias de chuva e frio.
segunda-feira, 18 de maio de 2015 0 comentários

Isso também passa

Por mais que o momento seja difícil e doloroso, passa. Por mais que o sorriso seja verdadeiro, passa. Certas coisas na vida vão passando, sonhos vão mudando e abrindo oportunidades para outras coisas que depois de um tempo podem passar também. 

O frio do começo de outono passa. O calor escaldante do verão passa. Algumas vontades passam a se chamar desejos. Alguns desejos passam a se chamar realizações.

O que não passa e a vontade de amar de novo!
sábado, 16 de maio de 2015 0 comentários

Passarinho

Porque choras passarinho?
Tuas asas já não cabem mais no ninho?
É hora de voar.
Escolha em que galho quer pousar.
sexta-feira, 15 de maio de 2015 0 comentários

Puta

Desde pequena fui jogada na lama, tratada feito lixo, como se a culpa da minha existência fosse toda minha. Cresci em meio a lágrimas, hematomas e vontades sem coragem. Hoje sou diferente daquele menininha estúpida e amedrontada. Hoje faço chorar, e possuo tanta coragem que as vontades já se foram.
quinta-feira, 14 de maio de 2015 0 comentários

Não fira o amor com dor

Antes de tudo você possuía alma, desejo e luxúria. Hoje teu corpo me parece podre, oco, sem vida. Igual ao casulo de uma borboleta após a metamorfose. Você foge da sua verdadeira essência para que te olhem com amor. Você faz de suas palavras a sua própria faca que rasga teu peito e arranca sem pudor teu frágil coração. Você lança todas as pedras que encontra em teu caminho no corpo de quem te deseja. Você vendeu sua alma para a mãe cega da hipocrisia. Para que consiga recuperar teu auto eu, deseje-se, ponha vontade na ponta da lança que atiras no amor.
quarta-feira, 13 de maio de 2015 0 comentários

Palavras avulsas

Deixa pra lá!
É isso que tenho tentado dizer todos os dias.
É isso que meu coração não quer guardar como última palavra. 

Já esqueci! 
É essa mentira que não cabe dentro de mim.
É nessa mentira que tento acreditar.

Não te quero mais!
Nem sei de onde essa frase surgiu.
Nem sei pra onde vai.

Dói menos!
Quando não te vejo 
Quando não te lembro
Quando não te desejo 
segunda-feira, 11 de maio de 2015 0 comentários

É dia ou noite?

Houve um tempo em que meu medo da noite fazia com que eu me debruçasse em lágrimas e encharcasse meu travesseiro. Não conseguia enxergar nada além dos monstros que saiam debaixo da minha cama e me deixava apavorado, eles sabiam da minha fraqueza, sabiam que podia me feriar... Esse monstros estraçalhavam minha pele, banhavam de sangue meus cobertores.
Ao amanhecer tudo sumia, não se via mais monstros, não se via sangue, muito menos lágrimas em meu travesseiro, o sol que atravessava minha janela fazia com que tudo aquilo se apagasse, como se não tivesse existido toda aquela agitação em meu quarto, como se fosse fruto da minha insegurança, foi aí que aconteceu... Saí ao sol senti minha pele sugar aquela energia, como se meu corpo alimentasse de luz, soltei um sorriso bobo e fiquei por horas olhando aquele sol, aquele brilho...
Não sei se me arrependo de ter olhando tanto tempo para aquele astro, pois ao olhar ao redor sentir medo novamente, o que via era apenas luz, gritei por socorro, ninguém me atendeu, eu ouvia tudo ao meu redor, pessoas rindo, dizendo que eu estava louco, debochavam de mim.
Eu havia perdido minha visão, e ninguém se importava com aquilo, passei horas enxergando apenas um feixe de luz forte, senti medo, todos agora agiam iguais aos monstros de saiam debaixo de minha cama...
Houve um tempo em que meu medo do dia me fazia forte, me fazia vivo, hoje vivo esse tempo. E a noite? Para mim sempre foi noite a diferença era que eu fechava os olhos para tudo, hoje sou obrigado a viver nesse mesmo escuro que me fazia tão mal, mas a diferença ainda é grande, pois a noite tem apenas meus monstros que eu aprendi a lidar e de dia tem os monstros que mesmo enxergando não sabia lidar, agora cego, tive que enxergá-los!
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Eu quis tudo

Hoje eu quis chorar
Chorar um rio
Chorar um lago
Chorar um mar


Quis tudo aquilo que não tive
Quis tudo aquilo que perdi mesmo não tendo
Quis que fosse tudo mentira o que passei por ti
Quis que fosse tudo apenas um sonho

Quis ser seu
Quis te ter
Quis teu cheiro
Quis tua boca
Quis teu corpo
Quis teu olhar sobre mim
Quis te ajudar
Quis tua amizade
Quis tua confiança 
Quis te mostrar outro mundo
Quis não te perder

Quis dizer o que realmente senti, mas não consegui
Quis mudar todo o roteiro da minha vida por ti
Quis deitar em teu peito e chorar mais um pouco
Quis tanto, que acabei só querendo
quinta-feira, 7 de maio de 2015 0 comentários

Ressaca

O que no meu peito era amor e carinho, hoje se transformou em vômito, daquele que se tem quando você enche a cara para esquecer seus problemas e na manhã seguinte ainda enxerga eles no chão do banheiro, sobre a louça do vaso sanitário, no gosto amargo da boca e na dor infernal que insisti ficar na cabeça só para você não esquecer o gosto da bebida que descia na garganta, com um amontoado de raiva, tristeza e desgosto dos dias que passei pensando em você.
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Deixa eu te ajudar

Você luta contra suas próprias vontades, você nega o próprio chão que pisa, você lamenta a perda de algo que sempre foi seu, você desiste de compreender aquilo que dentro de você grita por socorro. Moço amedrontado, arranque de seu peito esta espada que lhe faz uma ferida que dói tanto, permita sentir um gosto melhor do que dessas lágrimas que escorre em teu rosto e pousa em tua boca. Me permita derrubar este muro, que construíste com teu medo e te aprisiona em um mundo de dor e lamento. 
 
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