quarta-feira, 8 de julho de 2015 0 comentários

Estilhaço

Por vezes sou estilhaços, cacos jogados no chão da sala com gotas de resto de vinho mal bebido de uma noite atormentada pelos devaneios de metade de uma vida vivida de lembranças e desejos que deveriam ter ido, que deveriam ter ficado na esquina daquela rua de lamentos e vômitos. Mas essas lambanças e desejos não foram, continuam aqui dentro de mim, como minha alma, como algo que não desprende e se desprender eu morro, uma morte de mim mesmo, uma morte que eu desejo como desejo ter fome de amor. Então continuo ali, estilhaçado, no chão da sala como cacos de vidro com restos de gotas de vinho mal bebido.
sexta-feira, 3 de julho de 2015 0 comentários

Tempo(2)

Eu sempre ficava ali, sentado por horas e horas... 
Só esperando o tempo passar. 
E ele passou, sentou e conversamos... 
Ele me disse com sorriso de satisfação: Você entendeu! 
Levantou e seguiu viagem. 
Ele sempre foi de poucas palavras.
Mas de palavras suficientes.
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O dono da minha cabeça

E tudo que ouço é o silêncio. Demorei um tempo para perceber que ele havia se calado. E neste tempo que nada percebi, meu corpo e minha alma era dor, era tristeza. Optei por não enxergar e não entender que o silêncio também é resposta. Ele estava ali, o tempo todo, me respondendo com teu calar, falando sem falar. 
 
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