segunda-feira, 7 de março de 2016

Teus olhos

Eu vejo em teus olhos a dor de carregar a insegurança nas mãos, como quem carrega uma ferida, que não cicatriza, que dói, que machuca a cada passo dado. Vez ou outra você tenta aliviar esta dor com suspiros mais largos e passos mais leves, na ânsia de abrires as mãos e soltar essa ferida pelo caminho. Meu nego, deixe que teus dedos toquem a minha pele e sinta a carne de quem carrega o peso do mundo com leveza, deixe que a insegurança escorra mansa pelos teus dedos e pouse no chão e que nós possamos dançar um samba brutal sobre tua ferida caída.

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