quinta-feira, 14 de maio de 2015

Não fira o amor com dor

Antes de tudo você possuía alma, desejo e luxúria. Hoje teu corpo me parece podre, oco, sem vida. Igual ao casulo de uma borboleta após a metamorfose. Você foge da sua verdadeira essência para que te olhem com amor. Você faz de suas palavras a sua própria faca que rasga teu peito e arranca sem pudor teu frágil coração. Você lança todas as pedras que encontra em teu caminho no corpo de quem te deseja. Você vendeu sua alma para a mãe cega da hipocrisia. Para que consiga recuperar teu auto eu, deseje-se, ponha vontade na ponta da lança que atiras no amor.

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